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Varejo paulista mostra reação em junho, aponta Associação Comercial de SP

Na comparação anual, volume de vendas do varejo ampliado caiu 10,5%, uma retração menor do que a de maio (-12,9%); cenário pode melhorar, já que resultado representa reação após meses de contrações fortes e diminuição da tendência de queda

São Paulo, 24 de agosto de 2016. Diminuiu a tendência de queda das vendas do varejo paulista em junho, o que leva a crer que o cenário pode começar a melhorar para o setor. A conclusão está no Boletim n.26 da pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O volume de vendas do varejo ampliado recuou 10,5% sobre junho de 2015, uma retração menor frente ao desempenho de maio de 2016 (-12,9%), na mesma base de comparação. O varejo ampliado inclui automóveis e material de construção. No varejo restrito – sem esses dois segmentos – a reação foi maior, já que as quedas foram de 10,4% em junho e de 14% em maio. O resultado é uma primeira reação após sequência de meses de contrações mais fortes (ver quadro mais abaixo).

“Os dados do primeiro semestre do ano continuam a refletir a aguda crise que atinge o varejo paulista, relativamente mais intensa do que no resto do Brasil, devido ao enfraquecimento da indústria. Contudo, o arrefecimento das quedas dos volumes vendidos pode indicar que começa a ter início modesta recuperação, porém ainda no campo ainda negativo”, analisa Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele pondera que, mesmo assim, as contrações atingem todas as regiões paulistas e segmentos, até mesmo aqueles vinculados ao consumo mais essencial, como supermercados e farmácias.

Semestre

A pesquisa ACVarejo também revela que, no primeiro semestre de 2016, as vendas nos varejos ampliado e restrito acumulam quedas de 6,4% e de 6,8%, respectivamente, sobre igual período de 2015. Já na variação de 12 meses terminados em junho de 2016 as reduções foram de 6,5% no ampliado e de 5,8% no restrito.

Setores

Em junho houve contrações no volume de vendas dos nove segmentos analisados no varejo ampliado do Estado, sendo que as mais acentuadas foram de lojas de móveis e decorações (-22,6%), concessionárias de veículos (-22%) e lojas de material de construção (-15,2%). “A crise do varejo paulista, assim como a que aflige todo o País, se explica pelas quedas da renda, do crédito e do emprego, mantendo a confiança do consumidor em níveis reduzidos e diminuindo a disposição para comprar”, avalia Alencar Burti.

Regiões

Nenhuma região do Estado de São Paulo registrou aumento no volume de vendas em junho, na comparação com o mesmo período de 2015. As regiões do Vale do Paraíba (-4,7%) e de Jundiaí (-4,9%) apresentaram as menores retrações. Já os piores resultados foram nas regiões de Osasco (-16,8%) e do Litoral (-14,7%).

No semestre, uma única região teve saldo positivo sobre igual período do ano passado: a de Marília (+1,3%). O segundo melhor desempenho foi o da região de Araçatuba (-0,3%). Os piores resultados foram nas regiões de Osasco (-12,7%) e do Alto Tietê (-8,3%).

Volume de vendas SP/comparação com mesmo período do ano anterior (%)

VAREJO AMPLIADO VAREJO RESTRITO
Junho/2015 -7,9 -8,5
Julho/2015 -11,7 -9,7
Agosto/2015 -15,4 -13,4
Setembro/2015 -16,2 -13,4
Outubro/2015 -14 -10,8
Novembro/2015 -14,5 -11,3
Dezembro/2015 -15,1 -14,7
Janeiro/2016 -18,1 -18,1
Fevereiro/2016 -8,1 -9,5
Março/2016 -13,5 -14
Abril/2016 -13 -13,8
Maio/206 -12,9 -14
Junho/2016 -10,5 -10,4

Veja na íntegra: Boletim ACVarejo

Mais informações:
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