Facesp completa 63 anos com atuação voltada ao fortalecimento das Associações Comerciais
A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) completa 63 anos nesta quarta-feira (16/09). Fundada em 1963, a entidade chega à data com uma rede de 420 Associações Comerciais e cerca de 300 mil empreendedores associados.
Ao longo de mais de seis décadas, a Facesp consolidou uma atuação baseada em duas frentes. De um lado, a representação institucional e a defesa de pautas que impactam o ambiente de negócios e as micro e pequenas empresas. De outro, o desenvolvimento de soluções empresariais e estratégias para fortalecer as Associações Comerciais, ampliar a sustentabilidade das entidades e aprimorar o apoio oferecido aos empreendedores.
A atuação da Facesp acompanha as transformações da sociedade e do associativismo. Nos últimos anos, a Federação ampliou iniciativas voltadas à capacitação, à geração de negócios, à inovação e ao fortalecimento do sistema associativista.
Entre as ações realizadas neste ano esteve a primeira temporada da Caravana Facesp de Soluções Empresariais, que percorreu as 21 Regiões Administrativas do Estado e capacitou 273 Associações Comerciais em 17 encontros. A iniciativa integrou o Plano de Fidelização e Fortalecimento (PFFOR).
Outra iniciativa foi a primeira Convenção de Vendas das Soluções Empresariais da Rede Facesp, realizada em Águas de Lindóia. O encontro reuniu mais de 600 participantes e promoveu capacitação, troca de experiências e aprimoramento das estratégias comerciais das Associações Comerciais.
INOVAÇÃO E NOVAS SOLUÇÕES
A transformação digital também passou a ocupar espaço estratégico na atuação da Federação. A Facesp vem avançando na modernização da Rede, com iniciativas voltadas à melhoria da gestão, ao uso de tecnologia e ao fortalecimento da oferta de soluções empresariais aos associados.
Em 2026, esse processo avançou com a incorporação de inteligência de dados e análise do mercado local às estratégias comerciais das Associações Comerciais. A proposta é ampliar a capacidade das entidades de identificar oportunidades, conhecer o perfil dos mercados em que atuam e tomar decisões mais assertivas.
Outra frente foi a ampliação do portfólio oferecido aos associados. Em parceria com os Cartórios de Protesto do Brasil, a Facesp lançou o AC Recupera e o AC Protesto, soluções voltadas à recuperação de crédito e à gestão da inadimplência. As ferramentas foram detalhadas durante um workshop, realizado na capital paulista.
A implantação das novas soluções também levou a Facesp a promover uma nova caravana pelo Estado. Entre maio e junho, a Caravana Equifax | AC Recupera | AC Protesto percorreu 20 Regiões Administrativas e reuniu 1.430 participantes, representantes de 281 Associações Comerciais e 608 empreendedores.
DEFESA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS
No campo institucional, a Facesp mantém atuação em pautas relacionadas ao ambiente de negócios e aos interesses dos empreendedores.
Entre os temas estão a atualização do teto de faturamento do Simples Nacional e do MEI, a simplificação tributária, a ampliação do acesso ao crédito, os impactos da Reforma Tributária nos pequenos negócios, o equilíbrio das contas públicas e as oportunidades decorrentes do novo acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
Como parte dessa atuação, a Federação elaborou cartas e manifestos em defesa da atualização do Simples, da liberdade de empreender, de uma atuação ética no Judiciário, da redução dos juros e da carga tributária, da Reforma Administrativa e da igualdade de tratamento para a preservação da produção nacional.
A Rede Facesp também acompanha a discussão sobre o fim da escala 6×1, com manifestações sobre os possíveis impactos da proposta para as empresas e o mercado de trabalho.
A ampliação de ações voltadas ao empreendedorismo feminino, por meio do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), também esteve entre os destaques do período.
TRAJETÓRIA
Para o presidente da Facesp, Alfredo Cotait Neto, a trajetória da Federação está diretamente ligada à capacidade de adaptação do sistema associativista às transformações do País e às necessidades dos empreendedores. “Chegar aos 63 anos significa reconhecer uma história construída e, ao mesmo tempo, manter o compromisso de preparar a Rede para os próximos desafios. O fortalecimento das Associações Comerciais, a defesa da livre iniciativa e a criação de condições para que os empreendedores possam desenvolver os negócios continuam no centro da nossa atuação”, afirma.