São Paulo

Cotait: Brasil vive momento de extrema gravidade institucional

Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), classificou o atual momento do Brasil como de “extrema gravidade institucional”.

A declaração foi dada durante encontro do Conselho Político e Social (COPS), da ACSP, nesta segunda-feira (14/09). Coordenada pelo ex-senador Heráclito Fortes, a reunião híbrida reuniu conselheiros, parlamentares e lideranças do empreendedorismo paulista para debater o cenário econômico, institucional e eleitoral a poucas semanas do primeiro turno de 2026.

Compuseram a mesa também a CEO do Ideia Instituto de Pesquisa, Cila Schulman, e o conselheiro da Facesp, Guilherme Afif Domingos, entre outras autoridades.

Cotait criticou a tramitação da proposta que acaba com a escala 6×1, conduzida, segundo ele, sem debate qualificado e com viés eleitoral. Fez a mesma leitura sobre as idas e vindas da taxa das blusinhas.

Citou ainda o sofrimento das pequenas empresas e os pedidos de recuperação judicial no varejo como sintomas de um governo pouco sensível às questões econômicas do país.

Ele também tratou da crise de confiança no Supremo Tribunal Federal e convocou os presentes a se engajarem no ciclo eleitoral, cada um no estado onde atua, na expectativa de eleger um Congresso mais representativo.

CENÁRIO ELEITORAL

Com mais de três décadas de atuação em comunicação política e planejamento eleitoral, Schulman apresentou dados de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.

Segundo a pesquisadora, a percepção de corrupção afeta de forma assimétrica os dois principais nomes da disputa. O quadro se soma à baixa confiança da população nas instituições – apenas 7% dos entrevistados declaram confiança no Supremo Tribunal Federal.

Schulman também destacou o perfil do eleitor que deve decidir a eleição – concentrado nas periferias das grandes regiões metropolitanas e mais atento a economia, saúde e educação do que à pauta que hoje domina o noticiário político.

DEFESA DA DEMOCRACIA

Ao fim do encontro, Afif chamou atenção para o desalento coletivo diante do momento político e defendeu um movimento da sociedade que vá além da busca por uma liderança salvadora, lembrando que o que está em jogo hoje é a própria democracia.

Fonte: ACSP São Paulo