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Carta aos brasileiros propõe superar a polarização ‘por um Brasil governado para todos’

A Rede Pauta Brasil, liderada pela Rede de Associações Comerciais, por meio da CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) acaba de divulgar uma carta aberta aos brasileiros em que propõe superar a polarização e defende um governo voltado “para todos”.

O documento pode ser assinado por qualquer pessoa ou empresa, com CPF ou CNPJ, no site redepautabrasil.com.br. A página reúne a lista de signatários, formada por pessoas e entidades que aderiram ao texto e autorizaram a exibição do nome.

A divulgação ocorre dois dias depois do primeiro turno das eleições e 19 dias antes do segundo, marcado para 25 de outubro. A carta não menciona candidatos nem partidos.

Com o título “Pela reconciliação, pela liberdade e por um Brasil governado para todos”, o texto parte de um diagnóstico sobre a divisão política. Segundo a carta, famílias deixaram de conversar, amigos se afastaram e vizinhos passaram a se ver como adversários, sem que isso tenha trazido emprego, comida mais barata, escola melhor ou ruas mais seguras.

O documento destaca ainda que quem trabalha, empreende, estuda, cuida da família e paga impostos merece um país em paz, com regras claras e um governo que sirva ao cidadão, e não o contrário. A carta se apresenta como resposta a uma escolha entre continuar dividido ou voltar a caminhar unido.

O eixo central é o papel do Estado, que, de acordo com a rede, existe para servir às pessoas. “Não é o governo quem gera riqueza”, afirma o texto, que atribui esse papel ao trabalhador, ao pequeno comerciante, ao produtor rural, ao profissional liberal e ao empreendedor. A liberdade para trabalhar, empreender, se expressar e escolher o próprio caminho aparece como o valor capaz de unir o país, independentemente de região, religião, cor ou classe social.

A ênfase no empreendedorismo reflete a base da CACB, que reúne cerca de 2,3 mil associações comerciais e empresariais no país e é presidida por Alfredo Cotait Neto, também à frente da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Segundo o Sebrae, o Brasil tinha 24,1 milhões de pequenos negócios com CNPJ ativo no segundo trimestre de 2026. Em 2025, as micro e pequenas empresas responderam por 80,5% do saldo de empregos formais, conforme levantamento do Sebrae com dados do Novo Caged. A carta pede um país em que o pequeno empresário não seja sufocado por impostos e burocracia.

No plano institucional, o texto sustenta que uma democracia forte é aquela em que cada Poder cumpre seu papel, com independência e respeito aos limites da Constituição. O Executivo governa, o Legislativo representa e legisla, e o Judiciário julga. Os autores defendem diálogo permanente entre os Poderes e o fim de relações que coloquem interesses pessoais acima do coletivo. Pacificar o país, diz a carta, passa também por devolver às instituições a confiança da população.

A carta afirma que o próximo governo não pode ser “de um grupo contra outro”, mas precisa governar do Norte ao Sul, no campo e na cidade, e sobretudo para quem tem pouco. Em seguida, faz um convite público às lideranças que compartilham os valores da liberdade, da responsabilidade e do trabalho para que se unam em torno desses princípios. O texto diz ainda “acreditar que o próximo presidente terá condições de liderar essa convergência.”

O fechamento descreve o país pretendido: um Brasil em que o jovem encontre emprego sem precisar emigrar, a mãe leve o filho à escola com segurança, o trabalhador sinta que o esforço vale a pena e as diferenças de opinião deixem de ser motivo de desavença. A frase final resume a proposta: “O Brasil é de todos. E será governado para todos.”