Presidente da Associação Comercial de SP comenta desempenho do varejo brasileiro em janeiro
São Paulo, 10 de março de 2016. Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), comenta os números do varejo nacional em janeiro, divulgados hoje pelo IBGE.
“Um tombo grande era esperado pelo mercado e os dados da ACSP já previam isso. Esse mau desempenho do comércio varejista se deve aos fatores macroeconômicos, como redução da massa salarial, aumento do desemprego e retração do crédito, e também à instabilidade política. Tudo isso derruba a confiança dos consumidores e dos empresários”, explica Burti.
Todos os setores analisados pelo IBGE apresentaram recuos na comparação interanual, o que indica, na avaliação do presidente da ACSP, como a crise já está afetando o setor de maneira generalizada.
“O segmento de farmácias – o mais resistente há até pouco tempo – teve resultados negativos. Em outras palavras, não há mais nenhuma atividade do comércio que está crescendo. E salta aos olhos a forte queda nos supermercados, provocada pela inflação dos alimentos e pela queda nos salários”, analisa Burti.
Ele lembra que janeiro de 2016 contou com um dia útil a menos do que no ano passado e prevê que a pesquisa do IBGE de fevereiro deve apresentar retrações menores, já que o ano bissexto adicionou um dia útil a mais ao mês em 2016.
“O empresário deve ter muita cautela ao longo do ano e ficar de olho no fluxo de caixa, que está muito volátil. Caso não tenha condições de fazer promoções e liquidações, deve evitar repassar aumentos para não perder o cliente. O consumidor já não está mais fiel: ele está atrás de preço”, finaliza Alencar Burti.
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Renato Santana de Jesus
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