
A Rede de Associações Comerciais, por meio da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), voltou a defender a autonomia do Banco Central e destacou que a independência da instituição é condição essencial para a estabilidade econômica e para a sobrevivência das micro, pequenas e médias empresas.
Em nota, a CACB afirma que “enfraquecer a autonomia da autoridade monetária é aumentar a incerteza econômica. Preservá-la é proteger quem mais depende da estabilidade para trabalhar, investir e gerar empregos”.
A entidade reforça o apoio à atuação independente do Banco Central e ressalta que a previsibilidade da política monetária, com controle da inflação e menor volatilidade dos juros, é fundamental para o planejamento da classe empreendedora, para o acesso ao crédito e para a manutenção do consumo.
Segundo o presidente da CACB e da Facesp, Alfredo Cotait Neto, enfraquecer a autonomia do Banco Central amplia a incerteza e penaliza de forma mais severa os pequenos negócios. “Preservar esta independência, com transparência e responsabilidade institucional, é proteger empregos, empreendedores e a base produtiva do país”, frisou Cotait.
CONFIRA O POSICIONAMENTO DA CACB:
A autonomia e a isenção do Banco Central do Brasil não são um debate restrito a economistas ou formuladores de política pública. Para micro, pequenas e médias empresas, trata-se de um fator decisivo que influencia diretamente crédito, consumo, custos e a própria sobrevivência dos negócios.
Empresas de menor porte operam com margens mais estreitas, menor acesso a capital e pouca capacidade de absorver choques econômicos. Nesse contexto, um Banco Central independente, protegido de pressões políticas de curto prazo, contribui para um ambiente de maior previsibilidade. Juros menos voláteis permitem planejamento financeiro, renegociação de dívidas e decisões de investimento mais racionais. Quando a política monetária se torna refém de agendas conjunturais, o resultado costuma ser instabilidade — e instabilidade pesa mais sobre quem é menor.
O controle da inflação é outro ponto central. A alta de preços corrói o poder de compra da população e afeta imediatamente o consumo, especialmente nos setores de comércio e serviços, onde se concentram milhões de micro e pequenas empresas. Manter a inflação sob controle não é apenas uma meta macroeconômica: é uma forma concreta de sustentar a demanda e preservar o faturamento de quem depende do movimento diário do mercado.
A estabilidade monetária também impacta os custos operacionais. Oscilações bruscas de câmbio e inflação desorganizam cadeias produtivas, encarecem insumos, energia, logística e pressionam a folha de pagamento. Para empresas maiores, esses choques podem ser absorvidos ou repassados. Para as menores, muitas vezes significam redução de margem, endividamento ou fechamento das portas.
Além disso, a autonomia do Banco Central fortalece a credibilidade do país no cenário internacional. Menor risco-país tende a se traduzir, ao longo do tempo, em crédito mais acessível e maior competição no sistema financeiro — fatores essenciais para ampliar o acesso das micro, pequenas e médias empresas a financiamento em condições mais justas.
É importante destacar que autonomia não significa ausência de controle. Um Banco Central independente deve prestar contas à sociedade, atuar com transparência e manter diálogo institucional. O que se busca é um equilíbrio saudável entre responsabilidade pública e independência técnica.
Enfraquecer a autonomia da autoridade monetária é aumentar a incerteza econômica. Preservá-la é proteger quem mais depende da estabilidade para trabalhar, investir e gerar empregos. Para as micro, pequenas e médias empresas, a autonomia do Banco Central não é um conceito distante — é uma condição essencial para crescer, resistir às crises e construir o futuro.
Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)