Pesquisas mostram que os mobile cresceram de forma exponencial nos últimos anos, e o comportamento muda a forma como nos relacionamos com as lojas físicas e as digitais
Segundo o Relatório Digital in 2019 existe mais de um dispositivo móvel por habitante no Brasil. Essa estatística mostra o reflexo da era digital, na qual os smartphones se tornaram mais do que simples dispositivos tecnológicos, eles viraram uma extensão do ser humano. A pesquisa ainda mostra que os brasileiros passam em média quatro horas e 45 minutos por dia na internet em seus dispositivos móveis. Isso representa pouco mais de 50% de todo o tempo gasto on-line diariamente, tornando o Brasil o terceiro país com o maior uso de internet móvel no mundo, atrás da Tailândia e das Filipinas. Existem 7,7% mais usuários ativos nas mídias sociais no Brasil, totalizando 140 milhões de usuários.
E é claro que esse comportamento influencia o mercado consumidor, pois a pesquisa mostra que somente em janeiro deste ano, 89% dos usuários de dispositivos móveis fizeram busca on-line de um produto ou serviço, 90% visitou uma loja online e 45% comprou online.
Já o IBGE aponta que 58% dos brasileiros têm acesso à internet e, destes, 90% utilizam dispositivos móveis para navegar. Portanto, negócios que desejam manter a sua competitividade devem buscar formas de melhorar a presença em canais digitais visando atender essa nova demanda. E sabemos que para impactar públicos como os Millennials e a Geração Z, é necessário ter uma presença digital forte e integrada.
E-commerce
Uma avaliação feita pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), a partir de dados da ABComm, Ecommerce Brasil e e-Bit Ciashop do e-commerce, mostrou que o comércio eletrônico deve registrar este ano R$ 79,9 bilhões em volume de vendas no Brasil, a maior expansão verificada desde 2015, quando as vendas atingiram R$ 41,3 bilhões. Se comparado a 2018, quando o número ficou em R$ 68,9 bilhões, a expansão é de 16%.
E a loja física?
Apesar do crescimento exponencial do comércio eletrônico, isso não significa que ele vai acabar com as lojas físicas. Na verdade, o e-commerce serve para agregar satisfação ao cliente na hora da compra e acaba por ajudar a atraí-lo para o ponto de venda. Portanto, as lojas físicas continuam, porém dessa vez reinventadas em seu propósito de gerar experiências para o cliente, e com um grande aliado: os dispositivos móveis.
As estatísticas reforçam que as pessoas usam muito a internet e seus dispositivos para buscarem mais informações, pesquisar preços, e se for o caso, fechar a compra presencialmente na loja física. Isso gera um conforto ao cliente, que ao visitar a loja física vai se sentir mais à vontade pois ele já pesquisou antes os preços, modelos de produtos, localização do local, horário de funcionamento e etc. Por isso o varejista deve estar atento em seu canal digital: ele precisa conter todas informações úteis para o cliente. Se um consumidor procura uma informação e não encontra, isso só vai gerar frustração e afastar um cliente em potencial.
É necessário que exista uma integração de canais entre o físico e o digital, para que o cliente feche sua compra sem frustrações, dúvidas ou barreiras. Por isso, é essencial vincular a loja física com o e-commerce, permitindo que as pessoas possam retirar o que compraram na internet diretamente na loja física, manter os mesmos preços e promoções nos dois canais e permitir que uma troca de um produto comprado online seja feita na loja física.
Além disso, a loja física passou a se tornar um verdadeiro centro de experiências. Portanto, um bom design interno, atendimento e disposição dos produtos agregam muito valor ao cliente. Pensar na disposição dos produtos e móveis de forma estratégica através do visual merchandising também é algo que pode atrair vendas. Tudo isso leva ao mais importante que é a fidelização do cliente: um cliente fiel vai comprar de novo e além disso, vai recomendar a loja para outras pessoas, postar em suas redes sociais, e etc.
O futuro dos dispositivos móveis - os grandes aliados do varejo
Além de o futuro trazer telas dobráveis, internet 5G, você já imaginou fazer seu pedido da compra do mês em um supermercado e pagar por um sistema integrado à própria geladeira? Ou acertar a conta do restaurante apenas encostando seu relógio na máquina do cartão? Parece ficção científica, mas isso tudo já é realidade e é chamado de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), a expressão do momento no mercado de tecnologia. E não é por acaso: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima que até 2025 aplicativos e soluções de IoT irão movimentar US$ 132 bilhões na economia brasileira.
Esse é um conceito que compreende uma série de dispositivos móveis que possuem uma tecnologia embarcada, tais como sensores, botões etc, e que são capazes de se conectarem na nuvem e transmitir dados e eventos. A ideia de conectar aparelhos diferentes dos já familiares (celulares, computadores e tablets) sempre agradou, pois expande as possibilidades já quase ilimitadas da internet para outro nível. Agora já dá para fazer com que aparelhos domésticos, relógios (smartwatch) e diversas outras peças de vestuário troquem dados entre si. Tudo para nos deixar ainda mais conectados e com experiências integradas de consumo.
Entre as aplicações da tecnologia que mais ganham espaço estão os wearables, ou tecnologias vestíveis. São dispositivos móveis como relógios, pulseiras e óculos que, entre outras funcionalidades, podem monitorar dados de saúde, replicar notificações do smartphone e até mesmo realizar pagamentos. Outra novidade, as smart houses, ou casas inteligentes, contam com sistemas que identificam a rotina do morador para configurar automaticamente climatização, iluminação e segurança.
Mas as possibilidades da IoT para o varejo não são restritas ao e-commerce, as jornadas de compra online e offline devem ser totalmente integradas. Como acontece no sistema da empresa de tecnologia Atos, em que um motorista pode abastecer o seu smart car em um posto de gasolina sem precisar passar pela experiência de pagamento. Um sensor na bomba já reconhece a placa do carro e identifica o condutor por seus dados de pagamento cadastrados e faz a cobrança automaticamente.
As tecnologias de IoT representam mais chances de conquistar o consumidor. Para o varejo, é o momento de integrar os canais de venda e se preparar para abraçar as novidades tecnológicas e todas as possibilidades que vêm com elas.
Quer saber mais sobre o futuro do varejo digital e como ele se relaciona com o varejo físico? Esse e outros temas relevantes para o segmento varejista estarão em pauta no Retail Conference 2019, um dos principais eventos de varejo do Brasil. Com o tema "O Novo DNA do Varejo - Físico, Digital e Humano", o evento “nasceu” do Fórum Regional do Varejo (FRV) da ACIC, que chegou à sexta edição em 2018. Agora reposicionado, o Retail Conference passa a ser ainda mais relevante e com abrangência nacional. Mais informações e inscrições: http://retailconference.com.br/
Juliana Oliveira
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