Os gastos dos governos federal, estaduais e municipais ao longo de 2025 superaram R$ 5 trilhões, segundo o Gasto Brasil, painel de monitoramento das contas públicas criado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Desse total, R$ 2,1 trilhões foram desembolsados pela União, R$ 1,4 trilhão pelos estados e R$ 1,5 trilhão pelos municípios. No âmbito federal, as despesas do Judiciário chegaram a cerca de R$ 50 bilhões e as do Legislativo a R$ 36,1 bilhões. Somados os gastos com Previdência, o volume ultrapassou R$ 1,4 trilhão.
As despesas incluem encargos sociais e pessoal, investimentos, além de outros gastos correntes. Na comparação com o Impostômetro, que registrou uma arrecadação de tributos próxima de R$ 3,9 trilhões em 2025, o Gasto Brasil revela um desequilíbrio de R$ 1,1 trilhão.
E o cenário de desequilíbrio se mantém em 2026. Apenas nos 13 primeiros dias do ano, o Gasto Brasil aponta despesas de R$ 197,1 bilhões, enquanto a arrecadação, conforme o Impostômetro, soma R$ 172 bilhões, resultando em um déficit de R$ 25 bilhões.
EFICIÊNCIA
Na avaliação do presidente da CACB e da Facesp, Alfredo Cotait Neto, o Brasil precisa de mais eficiência na gestão dos recursos públicos. Ele destaca que a população já convive com uma elevada carga tributária e apostar no aumento de impostos é um equívoco. “O controle dos gastos é essencial para preservar a saúde fiscal do Estado e criar condições para o desenvolvimento social e econômico, com menos impostos e mais emprego”, ressalta.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reforça que o excesso de gastos compromete o futuro do País. Ele alerta que o aumento das despesas pressiona a inflação e as taxas de juros e afirma que a prosperidade depende de um Estado menos gastador.
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