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Responsabilidade comprovada com as contas reforça necessidade de ampliar crédito para mulheres empreendedoras

Notícias 16 de julho de 2026

As empreendedoras já provaram que sabem administrar recursos, honrar compromissos e gerar resultados. O desafio, agora, é fazer com que o mercado financeiro reconheça essa realidade e amplie o acesso ao crédito para os negócios liderados por mulheres. A avaliação é da presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Claudia Badra Cotait, diante dos resultados do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas Mulher (Fampe Mulher), fundo de aval do Sebrae voltado às empreendedoras. 

O Fampe Mulher registrou mais de 17,2 mil operações de crédito, que somam R$ 1,15 bilhão, com uma taxa de inadimplência de apenas 0,06%. 

Para Ana Claudia, os números reforçam uma realidade defendida pelo CMEC há anos. As mulheres apresentam baixos índices de inadimplência, mas ainda encontram mais dificuldades para obter financiamento e, muitas vezes, enfrentam custos mais elevados para acessar crédito. 

"As empreendedoras demonstram responsabilidade na gestão dos negócios e honram seus compromissos financeiros. O acesso ao crédito precisa acompanhar essa realidade. Quando ampliamos as oportunidades para que elas invistam nos negócios, fortalecemos empresas, geramos empregos, renda e desenvolvimento para o país”, afirma Ana Claudia. 

Os dados do Sebrae confirmam esse cenário ressaltado pelo CMEC. Na prática, apenas nove operações, das 17,2 mil, precisaram ser honradas pelo Sebrae. O índice é significativamente inferior ao registrado na carteira geral do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, cujo percentual de perdas costuma variar entre 3,5% e 4,5%. 

Para a presidente do CMEC, esses indicadores desmontam a percepção de que as mulheres representariam maior risco para o sistema financeiro. "Os resultados mostram que investir no empreendedorismo feminino é uma decisão segura. As mulheres são excelentes gestoras e excelentes pagadoras. É preciso transformar essa evidência em políticas e instrumentos financeiros que ampliem o acesso ao crédito, reduzam custos e incentivem o crescimento dos negócios liderados por mulheres." 

Ana Cláudia afirma, ainda, que o empreendedorismo feminino contribui na geração de empregos, fortalece a renda familiar, aumenta a autonomia financeira e promove a inovação e a diversidade na economia. “Milhões de mulheres são donas de pequenos e médios negócios. São elas que sustentam suas famílias, movimentam a economia dos municípios e transformam empreendedorismo em independência financeira, inclusão social e desenvolvimento”, frisa a presidente do CMEC. 

Já a diretora de Administração e Finanças do Sebrae, Margarete Coelho, afirma que os resultados demonstram o acerto da estratégia adotada pelo Fampe Mulher. "Muitas pesquisas apontam que as mulheres são boas pagadoras, que elas trabalham, muitas vezes, com orçamentos domésticos limitados e conseguem fazer milagres com a gestão da sua vida pessoal. Isso se espelha nos seus negócios." 

CRESCIMENTO

O Fampe Mulher representa atualmente 17% das operações realizadas pelo Fampe. Um dos principais desafios é ampliar a participação das instituições financeiras na oferta dessa modalidade de crédito. 

Segundo Margarete, a evolução da carteira demonstra o potencial de crescimento do programa. "Se pegarmos a carteira de 2025 e compararmos com a de 2024, vamos ver que o Fampe cresceu quase 300% de um ano para o outro. Nossa meta é duplicar a carteira do Fampe Mulher em 2026 e, a partir daí, termos um crescimento mais acelerado com a entrada dos bancos privados na operação." 

Fonte: Agência Sebrae

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