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Sem acesso a crédito, empresas demitem e acumulam dívidas

Notícias 21 de maio de 2020

A ACIRP – Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto realizou um levantamento sobre os efeitos da pandemia de Covid-19 na economia das empresas do município. O estudo apontou que 55,9% das empresas tiveram suas solicitações às linhas de crédito negadas. Dentre elas, 84% deixaram de pagar impostos, 42% atrasaram pagamentos de fornecedores, 38% ficaram inadimplentes com bancos, 36% atrasaram aluguel e 17% deixaram de pagar salários.

A pesquisa demonstra uma busca maior nas linhas de crédito para capital de giro e folha de pagamento em pelo menos cinco bancos, entre eles, um público e outro de economia mista. “A falta de acesso aos financiamentos pode causar um efeito cascata na economia, já que, diante do cenário de incertezas sobre a retomada e a falta de apoio, muitos empresáriosbuscam alternativas na redução dos custos, como deixar de pagar suas obrigações, para preservar empregos e em alguns casos ter que demitir”, explica Dorival Balbino, presidente da ACIRP.

De acordo com levantamento sobre o número de demissões, já divulgado pela entidade, 39,5% das empresas consultadas tiveram que demitir, sendo que 25,6% demitiram mais de 30 funcionários, 16,5% cerca de 20 funcionários e 10,7% tiveram que demitir até 13 funcionários.

A queda registrada no faturamento das empresas no mês de abril de 2020, em comparação ao mesmo período de 2019, de 90,5% é fator primordial nos desdobramentos financeiros. As empresas consultadas são, em sua maioria, do setor de serviços (46,2%) e comércio (42,8%), com predominância (57,1%) de atividades não-essenciais.

Ainda é possível sentir os reflexos do efeito cascata da economia nos dados sobre evolução da inadimplência. 54,9% das empresas participantes indicaram aumento nesse período de pandemia e 40,8% indicaram estabilidade no pagamento de vendas a prazo.

Para a Vice-Presidente da ACIRP, Sandra Brandani, as empresas ainda devem enfrentar dificuldades por um longo período. “O que observamos é um choque negativo no curto prazo, mas que sabemos irá perdurará a médio e longo prazo pois as empresas carregarão para o futuro esse endividamento e a perda de colaboradores eficientes. Mesmo após a retomada das atividades, as empresas levarão um tempo para equilibrar suas contas e recuperar sua operação. Sendo assim, a tendência dos números é piorar”, lamenta.

O levantamento foi realizado pelo Núcleo de Relações Institucionais da ACIRP e enviado por e-mail e grupos de Whatsapp às empresas da base da entidade, que conta com aproximadamente 5.600 associados.

Levantamento Sebrae

O Sebrae divulgou na terça-feira (19/05) um levantamento realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, que revela que 86% dos pequenos negócios que buscaram crédito não conseguiram ou aguardam análise.

A pesquisa, realizada entre 30 de abril e 5 de maio, ouviu 10.384 microempreendedores individuais (MEI) e donos de micro e pequenas empresas de todo o País.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, esse comportamento pode ter diversas razões, entre elas: as elevadas taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras, o excesso de burocracia ou a falta de garantias por parte das pequenas empresas.

A pesquisa revelou que as medidas de isolamento recomendadas pelas autoridades de saúde atingiram a quase totalidade dos pequenos negócios. 44% interromperam a operação do negócio, pois dependem do funcionamento presencial. Outros 32% mantêm funcionamento com auxílio de ferramentas digitais e 12% mantêm funcionamento, apesar de não contar com estrutura de tecnologia digital. Apenas 11% conseguiram manter a operação sem alterações, por outras razões, entre segmentos listados como serviços essenciais.

Quanto à gestão dos recursos humanos das empresas, 12% dos entrevistados revelaram que tiveram de demitir funcionários nos últimos 30 dias, em razão da crise. 29% das empresas com empregados suspenderam o contrato de funcionários; outros 23% deram férias coletivas; 18% reduziram a jornada de trabalho com redução de salários; e 8% reduziram salários com complemento do seguro-desemprego; alternativa permitida pela MP 936.

 

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