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Setor da construção civil está aquecido em Batatais mesmo em tempo pandemia

Notícias 04 de agosto de 2020

Apesar da redução das atividades econômicas impostas pelos decretos dos governos federal, estadual e municipal na tentativa de conter o avanço da Covid-19, um dos setores que demonstra não ter sido tão abalado é o da construção civil, que em Batatais, segundo empresários do segmento, está aquecido, inclusive com certo crescimento em comparação ao mesmo período do ano passado. 

Visitando alguns bairros novos de Batatais, não é difícil observar que muitas construções estão em andamento, alguns podem dizer que isso é comum, se não fosse o período de pandemia. Segundo o empresário Rodrigo de Azevedo Porto, proprietário da Red Negócios Empreendimentos, o desenvolvimento do setor chega a ser surpreendente. 

“Por incrível que pareça, este setor, mesmo no meio da pandemia, está aquecido. Acredito muito que essa situação é devido ao crédito imobiliário que tem sido disponibilizado. Os bancos estão reduzindo as taxas de juros e ao mesmo tempo financiando as custas de cartório e prefeitura. Isso reflete diretamente nas vendas dos depósitos de materiais de construção e serralherias que trabalham com a produção de portões e outros produtos também. A minha única dúvida é até quando teremos crédito?”, disse Rodrigo Porto. 

Segundo o empresário, cerca de 80% dos negócios imobiliárias são por meio de financiamentos bancários e se o crédito for cortado, o setor irá sentir muito. Questionado se for comparado com o mesmo período do ano anterior, Porto comenta que são momentos diferentes, pois acredita muito que este setor está mais aquecido pelo fato da necessidade das famílias ficarem em casa. 

“Ficando em casa e aumentando o Home Office, existe a necessidade de adequação deste imóvel, gerando reformas, trocas e vendas. Conversei com alguns corretores e a resposta é unânime.  A venda está bem acima do que tínhamos esperado. Já estamos abrindo a venda do terceiro módulo do Jardim Esperança, pois foram vendidos todos os lotes das fases um e dois”, comentou Porto. 

Na parte de materiais de construção, as vendas também aumentaram, é o que informou o empresário Eduardo Freiria Montes, diretor administrativo da empresa Lizote Materiais de Construção. 

“O setor do varejo da construção civil tem demonstrado sinais de aumento de demanda. Como sabemos, a maior geradora de emprego e renda no Brasil é a construção civil. Entendo que esse aumento das construções seja de fundamental importância para que os reflexos das ações restritivas do ambiente de negócios ocasionados pela pandemia não tenham atingido essa grande massa de pessoas, a maioria informais, que dependem desse setor para sobreviver”, disse Eduardo Montes. 

Segundo o empresário, o volume de vendas tem sido 20% superior ao mesmo período do ano passado. Ele informa que a empresa está operando com a mesma quantidade de vendedores e o fluxo de clientes na loja não aumentou. “Esse aumento nas vendas se deve também aos novos canais de relacionamento que criamos, como por exemplo o reforço no atendimento por telefone, whatsapp, serviço express de entrega e recebimento etc.”, comentou. 

Montes informou que os materiais básicos, como tijolos, cimento, pedras e areia, têm liderado o aumento de demanda por serem itens de primeira necessidade em obras. Inclusive tem havido a sinalização de aumento no preço do cimento para os próximos meses devido ao aumento de demanda. 

“No material de acabamento houve algo não pensado para o momento. Em abril, com as medidas restritivas do governo estadual, muitas cerâmicas desligaram seus fornos e passaram a funcionar com capacidade mínima. Mas pelo decreto dos governadores que classificaram as lojas de material de construção como gênero essencial, as vendas não pararam, então tem havido desabastecimento de pisos e porcelanatos no mercado”, disse Montes. 

De acordo com o empresário, são vários motivos que tem impulsionado o setor, entre eles, o déficit habitacional no país em torno de 6 milhões de moradias, ou seja, sempre haverá uma necessidade de mercado a ser preenchida. Montes ressalta que no cenário atual de pandemia as pessoas estão sendo forçadas a ficarem em suas casas estimulando o consumo de itens de melhorias residenciais como itens de manutenção, ferramentas, tintas, itens “faça-você-mesmo” etc. 

“Também temos redução drástica nas taxas de juros com a Selic a 2,25% ao ano. Neste cenário há uma baixa no custo do crédito. Sabemos também que o brasileiro é um poupador conservador de caderneta de poupança e que a construção civil sempre foi uma forma de investimento seguro. As pessoas constroem para vender ou para gerar renda com aluguéis. Com a poupança rendendo pouco há uma migração desses capitais para o setor da construção”, finalizou Eduardo Montes. 

Afetado pelas restrições inicialmente, chegando a reduzir o número de colaboradores, a Stoppa Serralheria começa a sentir que o mercado está aquecendo. O empresário Jefferson Stoppa tem a opinião de que a construção civil está aquecida porque as pessoas estão procurando mais reformas e manutenção pelo baixo custo. 

“Os pedidos de reforma de produtos em aço carbono tem aumentado e este aquecimento neste setor é pelo preço do serviço em reformas e manutenções saírem mais em conta do que um produto novo. Por conta da pandemia muitas pessoas optaram por reformarem do que construírem, por este motivo a construção civil consegui se manter de pé. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, às vendas estão estáveis”, comentou Stoppa. 

 

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