
O estado de São Paulo alcançou 13.268 empresas exportadoras em 2025, o maior número já registrado na série histórica, de acordo com o Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa um crescimento de 3,13% em relação a 2024 e reforça a posição do estado como principal polo exportador do Brasil.
O avanço foi registrado em todos os portes empresariais, o que evidencia um ambiente de negócios favorável à internacionalização. Entre as microempresas e MEIs, o número de exportadoras passou de 2.240 para 2.312, alta de 3,2%. Já entre as pequenas empresas, o total subiu de 2.425 para 2.484, crescimento de 2,4%. As médias e grandes empresas, que concentram o maior volume de exportações, passaram de 8.200 para 8.472, avanço de 3,3%.
Para a InvestSP, agência paulista de promoção de competitividade, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, os números refletem o fortalecimento da base exportadora paulista e a ampliação das oportunidades para empresas de diferentes setores e portes acessarem o mercado internacional.
“São Paulo tem ampliado de forma consistente sua presença no comércio internacional, e o crescimento do número de empresas exportadoras mostra a força e a diversidade da nossa economia”, afirma Rui Gomes Junior, presidente da InvestSP.
OPORTUNIDADE
O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira, 17/03, o decreto legislativo que ratifica o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE).
A promulgação aconteceu em sessão solene que contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (AP), e da Câmara, Hugo Motta (PB); o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e os relatores do projeto na Câmara e no Senado, deputado Marcos Pereira (SP) e senadora Tereza Cristina (MS), além de embaixadores de países europeus.
O pacto comercial, assinado em janeiro deste ano em Assunção, no Paraguai, prevê a redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia. Juntos, os dois blocos reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB de aproximadamente US$ 22,4 trilhões.
A expectativa do governo é que o acordo entre em vigor em até 60 dias após a promulgação. O texto que ratifica o acordo foi aprovado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.
Fontes: Agência SP e Agência Brasil