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Zema classifica fim da escala 6x1 como manobra populista e apoia voto distrital

Notícias 13 de abril de 2026

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema Neto, classificou a tentativa do governo federal de acelerar a votação do fim da estaca 6x1 como uma manobra populista. "Lula se aproveita de um momento eleitoral para dar algo nocivo como prêmio”, afirmou o governador, durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), nesta segunda-feira (13/04).

A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a 6x1 avança na Câmara dos Deputados. A previsão é que o tema seja votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda nesta semana. Por fora, o governo tenta dar ainda mais celeridade, preparando o envio de um projeto de lei com urgência que substituiria a PEC, o que encurtaria o rito legislativo.

Para Zema, que é empresário, o debate é “inoportuno e tecnicamente equivocado”. O ex-governador mineiro defendeu que, em vez de endurecer as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Brasil deveria caminhar para a extinção gradual dessa legislação.

Sua proposta é trocar a CLT por modelos mais flexíveis, como o pagamento por hora, argumentando que a modernização das relações laborais tornou a legislação atual obsoleta.

O ex-governador de Minas defende que o Brasil adote uma estratégia baseada em três pilares. O primeiro ele chama de reforma moral na política brasileira. “É preciso colocar para fora as peças podres, acabar com a farra dos intocáveis, pessoas que não respeitam a lei, como ministros do STF”, afirmou.

Outro pilar é reduzir os gastos do governo central. O último é investimento em segurança pública.

REFORMA TRIBUTÁRIA 

Durante o encontro na ACSP, o ex-ministro da Micro e Pequena Empresa e atual secretário de Projetos Estratégicos do Governo de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, questionou Zema sobre a viabilidade de suspender os efeitos da reforma tributária. Afif classificou o texto aprovado como "devastador para as empresas", argumentando que o próprio governo não teria plena compreensão do que foi votado.

Zema, embora crítico à complexidade da reforma, demonstrou cautela quanto a uma suspensão total, antevendo o aumento da insegurança jurídica. Em contrapartida, propôs uma meta de redução escalonada para a alíquota. "Minha sugestão é que a alíquota prevista, de 27%, seja reduzida para 24% ao longo dos anos. Com os novos recursos tecnológicos, temos a oportunidade de melhorar a eficiência na estrutura do setor público", afirmou Zema.

Com relação à reforma da Previdência, aprovada em 2029, o ex-governador de Minas defendeu que o aumento da expectativa de vida exige um novo ajuste imediato. Segundo ele, o equilíbrio financeiro do país depende de parâmetros que vinculem diretamente a longevidade ao tempo de contribuição. Além disso, propõe “um pente-fino rigoroso em programas sociais e aposentadorias para eliminar pagamentos indevidos.”

VOTO DISTRITAL 

Zema também defendeu uma mudança no sistema eleitoral brasileiro, posicionando-se a favor do voto distrital. Para ele, o modelo atual gera uma "disfuncionalidade na representatividade", em que grandes cidades ficam órfãs de defensores diretos no Congresso.

"Sou favorável ao voto distrital. Uberaba, uma das nossas maiores cidades, não tem um representante no cenário nacional. Isso é uma falha, pois elegemos gente sem causa ou região definida. Precisamos de uma reforma que conecte o político à sua base", argumentou.

Participaram do encontro: Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP São Paulo, da Facesp e da CACB; Rogerio Amato, conselheiro do Conselho Superior da Federação; Roberto Mateus Ordine, vice-presidente da Facesp; Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), além de outras autoridades políticas e empresariais. 

Ao destacar números positivos do empreendedorismo feminino no Brasil, que cresce a cada ano, a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Cláudia Badra Cotait, pediu a Zema compromisso com as mulheres, em caso de vitória. Zema reafirmou seu compromisso com as mulheres, citando exemplos na gestão de Minas Gerais. “Pela primeira vez na história, uma mulher ocupou a Secretaria da Agricultura, a Secretaria do Meio Ambiente, o comando do Corpo de Bombeiros, e eu fui o governador que mais nomeou desembargadoras para o Tribunal de Justiça”, relatou.

Fontes: Diário do Comércio e ACSP São Paulo | Foto: André Lessa/ACSP

Fonte:

https://dcomercio.com.br/publicacao/s/zema-quer-fim-da-clt-e-reforma-politica-com-voto-distrital

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