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Basta de violência

Notícias 19 de março de 2019

Por Roberto Mateus Ordine 

A educação moral, ensinada e aprendida no recesso da família é a grande arma que deve ser usada para evitar esses ataques de ódio gratuito

A tragédia de Suzano reacendeu a discussão sobre as armas, como se elas fossem a causa da violência que atinge as nações.
Esse raciocínio simplista faz lembrar aquela historinha da mãe que dá umas palmadas na quina da mesa, como se a mesa fosse a culpada pelo “galo” ocasionado na cabeça da criança desatenta.

Embora não me filie a nenhuma corrente a favor e contra as armas, mas já que existem, penso que não se pode atribuir a elas as tragédias humanas. A causa desses dramas está no ser humano, que as utiliza para destruir.

Não podemos esquecer que a mesma faca que mata, salva a vida na mão do cirurgião.

A causa da violência, na verdade, está na falta de educação das pessoas. Não me refiro à instrução escolar. Refiro-me à falta de educação moral que atinge nossa juventude. Da falta de educação da alma da criança no seio do lar.

Essa falta de educação social é a verdadeira causadora das mortes provocadas por ataques insanos, como o de Suzano e de tantos outros espalhados pelo mundo.
A educação moral, ensinada e aprendida no recesso da família, é a grande arma que deve ser usada para evitar esses ataques de ódio gratuitos. É a mesma falta de valores morais que também tem causado a desestruturação familiar e dos bons costumes.

Só os bons exemplos vividos dentro de casa podem alimentar o coração dos jovens para a vida em sociedade.

A ausência de amparo fraterno numa sociedade egoísta e uma escola que não se preocupa apenas em instruir os alunos são outros fatores que ajudam a endurecer os sentimentos dos jovens.

É preciso que as pessoas de bem reflitam sobre essas tragédias, ajudando a restabelecer os verdadeiros valores morais para a sociedade, evitando a disseminação do ódio e do preconceito.

É preciso também que a família retome sua função de estimular o amor e a fraternidade entre seus filhos. É preciso que as crianças sejam alimentadas de amor desde pequenas, para que o ódio e a violência não encontrem espaço em seus corações.

Esta regra é válida para todas as nações desenvolvidas ou não.

No caso do Brasil, no entanto, a vivência do amor e da fraternidade pela sociedade torna-se fundamental para suprir as lacunas deixadas pelos maus exemplos de nossa história política.

O falso modismo moral difundido por seguidores de Gramsci e outros defensores de ideias estranhas, sejam de direita ou de esquerda, também têm influenciado na formação de nossos jovens, estimulando a rebeldia sem fundamento.

O excesso de informações distorcidas veiculadas por oportunistas de plantão é outro fator de desagregação social.

Todo esse “lixo moral” reunido acaba repercutindo para a má-formação de uma juventude confusa e sem esperança.

O resultado dessa confusão tem sido um estímulo aos suicídios e mortes de jovens.

Por tudo isto se torna imperioso dar um basta à violência.

Mas isso só será possível com a participação das pessoas de boa vontade e de bons costumes, estimulando a fraternidade e o respeito ao próximo, ensinando as crianças a amarem seu semelhante.

 

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