
Do Diário do Comércio
Ronaldo Caiado, candidato a presidência da República, convidou Guilherme Afif Domingos para ser seu ministro do Empreendedorismo e da Microempresa em uma eventual vitória de sua campanha. O anúncio foi feito em evento organizado nesta quarta-feira, 12/08, pelas Associações Comerciais.
Afif já atuou como ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República durante o governo da presidente Dilma Rousseff, entre 2013 e 2015. Dedicado à causa empreendedora desde a década de 1970, ele é considerado o pai do microempreendedor individual (MEI) e um dos responsáveis pela elaboração e implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/2006), que abriu caminho para a criação do Simples Nacional.
Juntamente com Gilberto Kassab, vice de Caiado na disputa ao Planalto em 2026, Afif teve papel importante na construção do projeto político de Tarcísio de Freitas para o governo do estado de São Paulo.
Presente ao evento das Associações Comerciais, Afif apontou Caiado como uma alternativa à polarização. “Hoje, a sociedade está encaixotada dentro dessa dualidade, mas o Brasil é maior do que isso. Algumas pessoas buscam saber qual é a alternativa, e ela ainda não apareceu de forma mais objetiva. Talvez agora, com o início da campanha, isso fique mais evidente. As pessoas esperam por essa quebra por meio de outros candidatos”, disse.
O pai do MEI também falou sobre os desafios para o próximo presidente. “O Brasil é uma força que está fraca. Poderíamos ter uma presença muito maior no cenário internacional, considerando o nosso potencial de crescimento. Precisamos de crescimento e desenvolvimento, e isso passa pelo empreendedorismo de massa, pois é ele que sustenta o peso do Estado, que precisa diminuir de tamanho.”
Afif também destacou problemas da atual gestão no campo fiscal. Segundo ele, os juros elevados são consequência do gasto público desenfreado, que aumenta muito mais do que a receita. “O governo vai ao mercado buscar dinheiro e paga juros elevados, pois o mercado não confia em um programa de ajuste fiscal que não existe. O que existe é apenas gasto, e isso não se sustenta.”
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