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Segmento de farmácias e perfumarias é o único que cresce em SP, revela Associação Comercial de SP

Notícias 11 de julho de 2016

Vendas no setor aumentaram 0,8% no 1º quadrimestre no Estado enquanto varejo paulista como um todo registrou queda de 7,6%; hierarquia no consumo das pessoas explica desempenho

São Paulo, 11 de julho de 2016. O varejo paulista passa por uma de suas piores crises. Mas um segmento tem chamado a atenção: o de farmácias e perfumarias, que consegue resistir mais às fortes retrações. Nos quatro primeiros meses de 2016, o setor foi o único que não ficou no vermelho, apresentando ligeiro aumento de 0,8% no volume de vendas, frente a igual período de 2015.

Enquanto isso, as vendas no comércio do Estado como um todo recuaram 7,6% na mesma base de comparação. As informações são da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Durante o mesmo período, o faturamento das farmácias e perfumarias cresceu 10,1% sobre o primeiro quadrimestre de 2015. Essa elevação, contudo, é explicada pelo reajuste de 12,5% nos preços dos remédios em abril.

Os dados estão no levantamento que avalia o desempenho de nove setores do varejo e é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP, com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

“Há uma hierarquia no consumo das pessoas: elas priorizam remédios e alimentos e os outros produtos vêm depois. Bens de alto valor, que dependem principalmente do crédito e da confiança, são postergados pelo consumidor em épocas de crise”, explica Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). “Já as perfumarias conseguem resistir mais porque as mulheres substituem um produto de primeira linha por um de segunda, encontrando, assim, uma forma para continuar comprando produtos de beleza”, complementa Burti.

Outros setores

Considerando-se todos os nove setores analisados pela ACSP, os piores resultados no quadrimestre em relação ao mesmo período de 2015 foram nas concessionárias de veículos (-18,8%) e lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletrônicos (-17,6%), que justamente são mais dependentes de financiamento e da confiança do consumidor. “Os resultados ainda são negativos, mas há perspectivas de atenuação nas quedas até o final do ano, em função principalmente da retomada gradual da confiança do consumidor, conforme têm indicado os indicadores mais recentes”, finaliza o presidente da ACSP.

 

Volume de vendas 1º quadrimestre de 2016

 

Farmácias e perfumarias: +0,8% 

Supermercados: -1,1%

Outros tipos de comércio varejista*: -4,3%

Autopeças e acessórios: -5,2%

Lojas de material de construção: -13,4%

Lojas de móveis e decorações: -15%

Lojas de vestuários, tecidos e calçados: -16,1%

Lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletrônicos: -17,6%

Concessionárias de veículos: -18,8%

 

*combustíveis para veículos automotores; lubrificantes; livros, jornais, revistas e papelaria; artigos recreativos e esportivos; joias e relógios; gás liquefeito de petróleo; artigos usados; outros produtos.

 

 

Clique e veja o levantamento completo do varejo paulista: BOLETIM ACVAREJO N.24 

 

Mais informações:
Ana Cecília Panizza
Assessoria de Imprensa ACSP
apanizza@acsp.com.br
(11) 3180-3220 / (11) 97497-0287 

  

 

Sobre a ACSP: A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 121 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.

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